domingo, 1 de janeiro de 2012

Um Novo Ser para um Mesmo Ano



Carlos Moreira



“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. Fernando Pessoa

Coisa extremamente perversa é a rotina, o tédio, a mesmice, a acomodação. Não há nada mais destrutivo ao espírito humano do que alguém que virou coadjuvante da história, e não seu ator principal, passou a seguir mapas, e não a fazer mapas, satisfez-se em atingir a média, tornar-se igual, massificado, não-singular, cópia da cópia, rosto na multidão, clone de outros, holograma de carne e sangue. Esquecemos as lições do filósofo Eurípedes, quando afirmou “tudo é mudança; tudo cede o seu lugar e desaparece”.

Todos me dizem que esperam um ano de 2012 melhor. Que haja menos dificuldades, menos inquietações, que as oportunidades perdidas, reapareçam, que os amores desfeitos, ressurjam, que os negócios não concretizados, possam novamente se realizar, que o dinheiro perdido, retorne, algo como se o tempo tivesse seu próprio “espírito”, sua própria vontade, seu próprio querer.

Ora, não é o tempo que vai mudar, não é o ano que vai ser diferente, mas, se desejarem, as pessoas é que poderão ser. As dinâmicas da vida permanecerão as mesmas. Cada estação se abrirá em flores e se recolherá em sombras. Por isso, diz o sábio: “o que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol”. Ec. 1:9. A vida certamente nos brindará com dores, perdas, medos, dramas, todos os matizes dos quais a existência se compõe neste grande crochê que emoldura a saga humana sobre o chão empoeirado da Terra.

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”. Érico Veríssimo. Fico impressionado com nossa resistência a mudança, ao novo, àquilo que é inusitado, desafiador! É que nós nos acostumamos com o conforto, com a palidez de dias acinzentados, com a existência que se resumiu entre a boca e o prato – comer para trabalhar e trabalhar para comer.

Em 2012 quero lhe desafiar a mudar, ser diferente, ser persistente, ser gente! “Se os fatos não se encaixam na teoria, modifique os fatos”. Albert Einstein. Aprenda a discernir o tempo, veja o que acontece em nossa sociedade. Desgraçadamente, estamos nos coisificando, tornando-nos lenta e sutilmente seres de coração de pedra e sentimentos de aço. Passamos a amar as coisas e usar as pessoas! É tempo de mudar!

Com toda certeza, 2012 não será diferente de 2011. Como bem nos chama a atenção o livro do Apocalipse, “continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se". Por isso, escute o que sabiamente afirmou Elliot Gould: “ninguém pode ser escravo de sua identidade: quando surge uma possibilidade de mudança, é preciso mudar!”.

Feliz 2012 para você! Que este seja o ano da sua virada, pois, a virada do ano, em si mesma, não vai representar qualquer tipo de mudança... Lembre-se do que disse Kant “toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”.


(Do blog Genizah)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Grandeza do Silêncio



O silêncio é doçura:

Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.


O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.


O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.


O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.


O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.


(Autor desconhecido)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Quando criança eu nunca acreditei em Papai Noel, logo porque ele nunca foi no interior onde eu morava. Mas em Natal sim, eu acreditava em Natal. E por vezes quando era jovenzinha fui Maria em peças na igreja, acreditava piamente que no dia 25 nasceu o Cristo. Agora estão me ensinando (tentando) que além de Papai Noel, Natal também não existe, pelo menos não como o mundo prega atualmente, num dia "fictício", com direito a duendes, e um "bom" velhinho que diz ho ho ho. Eu prefiro continuar acreditando que Jesus nasceu (viveu e morreu por mim), se foi no dia 25 de dezembro pouco importa, sigo procurando tirar o melhor que o natal tem e que apesar de achar a data triste, comercial, eu me sinto mais sensível, mais solidária, mas perto de Deus, tal qual antigamente quando nada me confundia em relaçao a data do nascimento de Cristo e alegremente saudava, como fiz hoje quando saia do trabalho, derrepente eu me vi gritando para um lavador de carro lá de perto: FELIZ NATAL!


... e tão despretensiosamente grito a vocês meus queridos, que não desistem de mim FELIZ NATAL!
 
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Minimamente Feliz




        "A felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
        Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas.
        Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar.
        São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
       'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepto da felicidade homeopática.
       Tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
       Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: Dá pra ser feliz no singular: Podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhados e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
       E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'.
       Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', quando eu tiver um emprego fabuloso'. Tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje.
       Como tantos já disseram tantas vezes, aproveite o momento.
       E quem for ruim de contas, recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
       Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos.
       Que digam.
       Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera."

(Leila Ferreira)



(Sejamos todos minimamente feliz... Em conta-contas, em copinho de 10ml, aos pouquinhos, aos pedaços, de montão... não importa. EU QUERO É SER FELIZ. )

domingo, 2 de outubro de 2011

October






"Minha única esperança(todo o tempo que eu tentei)
Minha única paz(me afastar de você)
Minha única alegria
Minha única força(eu caí na sua abundante graça)
Meu único poder
Minha única vida(e amor é onde estou)
Meu único amor."


(... E a Ti, meu Único Amor eu entrego minha vida, meus sonhos, meus projetos.
A Ti Senhor (para quem a Amy parece ter feito essa música)  que tem me dado a graça de mais um outubro, entrego os novos amigos, as novas realizações, os novos amores... a nova idade que estar para chegar.)


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Há amor em mim.















Profetizaram que o amor de muitos  esfriaria...
Estamos vendo a olho nu e em tempo real essa profecia se cumprir.
Ah, mais em mim NÃO.
Há muito amor em mim...
Eu amo sem razão de ser.
Eu invento amor quando não há, só pra poder amar.
Primeiro, primeiro mesmo eu Amo a Deus,  porque dEle provém todo amor.
Amo meus filhos e minha família (sim com todos nossos defeitos)

Amo a madrugada, céu e vento no cabelo.
Amo ler, falar de amor e filmes tristes.
Amo risadas fora de hora, azul, meu quarto, dormir, dormir, dormir...
Amo inverno, cheiro de chuva, reveillon e aniversário.
Amo sábados, letras de música e imagens de dente de leão (nem eu mesma sei porque).
Amo Clarice Lispector e Salmos de Davi.
Amo o sacerdote da minha congregação.
Amo ainda meu primeiro namorado.
Amo meu marido, mesmo tão mudado.
Amo amigos que ficaram no passado.
Amo amigas que eu nem conheço.
Amo o lugar que sento na igreja.
Amo a praça do meu bairro, que eu chamo de "meu quintal".
Amo meu cachorrinho chamado Michael.
Amo tanto e tantos que nem tenho dedos pra contar.
Mas sei contar, que MUITO amor, em mim há...





 
Esse post faz parte da Blogagem Coletiva "Há amor em mim" do 3° Aniversário do Blog Um pouco de mim. Parabéns Elaine e obrigada por um dia ter tido a idéia de fazer esse blog, para assim, através dele conhecermos você  e todo amor que há em ti.
 
 
 

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É Primavera!




"Narciso se apaixonou pela rosa

Que amava o lirio

Que amava a hera

Que namorava o amor-perfeito

Mas morria de amores

Pela primavera."